24 agosto, 2009

Arte Grega - Arquitetura

Durante um longo período a população grega ficou separada em pequenos e pobres povoados sem nenhum tipo de organização arquitetônica e urbana, onde a cabana era a forma mais comum de moradia.
A colonização foi muito importante para difundir um sistema urbanístico, em que centros habitacionais foram projetados de forma bem simples, porém, eficazes. Um projeto em que ruas regulares, espaços públicos e privados estivessem bem definidos, já havia sido aplicada no século VI a.C. em algumas colônias.
A evolução cultural e o progresso econômico levam a uma concepção de cidade e de sua distribuição interna, que se torna fato em V a.C.
Hipodamo de Mileto foi um teórico que se converteu em um símbolo de maturidade do urbanismo grego. Mesmo a planta regular não ter sido invenção sua, ela recebeu o nome de "hipodérmica" por seu grande conhecimento e projetos realizados.
O amadurecimento adquirido continua progredindo no século IV a.C. No período helenístico são grandes as mudanças que ocorrem nas cidades. Um ótimo exemplo é Alexandria, uma grande metrópole com largas e extensas avenidas; cuidadosa distribuição de bairros; áreas públicas e portos.
Quanto à arquitetura, não se pode dizer que seja a mais rica, pois sua preocupação com a distribuição de espaços foi muito escassa. A expressão mais característica da arquitetura grega, são os templos e estes possuem, sobre tudo, valores escultóricos e não arquitetônicos.






Partenon, realizado por Ictino e Calicrates, sob a direção de Fídias, totalmente em mármore, é a mais grandiosa expressão do templo em estilo dórico.





As estruturas construídas eram pensadas para serem vistas de fora e o interior conta muito pouco.
Apesar de sua arquitetura não ser muito rica em soluções, ela se destaca por três estilos clássicos formidáveis e que nunca deixaram de ser utilizados em composições. São eles:

Dórico: este estilo está ligado às primeiras formas da aruitetura grega. Simples, herdou formato de uma época em que os templos eram ainda de madeira. Caracterizado por possuir o fuste da coluna monolítico e grosso e o capitel ser praticamente uma almofada de pedra. Pela sobriedade das linha e pela solidez das construções passa uma idéia de imponência.




Jônico: reunia uma diversidade de elementos maior do que a coluna dórica. As colunas apresentavam fustes mais delgados e não se firmavam diretamente sobre o estilóbata, mas sobre uma base decorada. O capitel era formado por duas espirais unidas por duas curvas. Caracterizado por ser um estilo elegante e leve.





Coríntio: mais exuberante e trabalhado, esse estilo foi o menos utilizado pelos gregos. Caracterizado por um capitel ornamentado em formato de folhas e quatro espirais simétricas. A ordem coríntia, que surge somente na época clássica, sugeria luxo e ostentação.





Estes estilos fazem parte dos templos que foram erguidos. O esplendor das construções e das ordens clássicas no século V a.C. O Partenon, realizado por Ictino e Calicrates, sob a direção de Fídias, totalmente em mármore, é a mais grandiosa expressão do templo em estilo dórico. Já a delicadeza jônica tem sua expressão máxima no templo de Atena Niké.

Obviamente a arquitetura, não se limita a templos, mas, principalmente no período clássico, as cidades procuram enobrecer seus aspectos construindo edifícios, grandes pórticos e sedes. Através desta grande produção do século IV a.C. além de destacarmos o teatro, é importante comentar que devido a crise da polis, as construções se tornam mais individuais. Se antes os empenhos arquitetônicos eram concentrados em edifícios públicos, a partir de então, projetos privados ganharão novos caminhos, como por exemplo a casa.


(Sabrina Esmeris e Walesca Timmen Santos)

4 comentários:

  1. El arte es y sera maravilloso, saludos Ricardo

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  2. A postagem sobre a Arquitetura da Arte Grega é muito interessante. Começa com a colonização, que foi muito importante para difundir um sistema urbanístico na Grécia, pois antes disso não havia nenhum tipo de organização arquitetônica.
    A arquitetura grega não é considerada a mais rica do mundo, pois não havia preocupação com a distribuição do espaço.
    A principal característica da arquitetura grega são os templos, os quais possuem mais valor escultórico que arquitetônico. Preocupavam-se em deixá-los bonitos por fora, o interior contava muito pouco.
    Os gregos criaram três estilos clássicos de construção.
    1) Dórico: Caracterizado por possuir o fuste da coluna monolítico e grosso e o capitel ser praticamente uma almofada de pedra. Passa idéia de imponência. Um exemplo de um templo nesse estilo é o Partenon.
    2) Jônico: Caracterizado por ser um estilo elegante e leve. Exemplo é o templo de Atena Nike.
    3) Coríntio: Mais exuberante e trabalhado, esse estilo foi o menos utilizado pelos gregos. Surge somente na época clássica e sugeria luxo e ostentação.
    A postagem também relata que, além de construírem bastante templos, nessa época, século IV a.C., os gregos também construíram edifícios, grandes pórticos e sedes. E que a partir daí, com a crise da polis, as construções se tornam mais individuais. Daí que surge a construção de casas na Grécia.

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  3. Sem dúvida a arquitetura grega inspirou e continua inspirando as contruções de hoje.
    As edificações que despertaram maior interesse das pessoas são os templos.
    A característica mais evidente são a simetria entre o pórtico de entrada e o dos fundos. O templo era construído sobre uma base de três degraus. O degrau mais elevado chamava-se estilóbata e sobre ele eram erguidas as colunas. As colunas sustentavam um entablamento horizontal formado por três partes: a arquitrave, o friso e a cornija. As colunas e entablamento eram construídos segundo os modelos da ordem dórica, jônica e coríntia.
    Os arquitetos gregos não usavam nem um tipo de material para unir as pedras que faziam as colunas: estas eram apenas superpostas, mas, apesar dos poucos meios disponíveis para o corte e polimento, se encaixavam com tal precisão que entre uma e outra não há como inserir uma agulha.

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